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Gases de Efeito de Estufa: Flatulência Letal para 2050

Gases de Efeito de Estufa: Flatulência Letal para 2050
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A probabilidade de os gases de efeito de estufa aumentarem mais de 80% no futuro é imensa – este é o resultado de um estudo que refere que as actuais práticas agrícolas podem causar falta de alimentos em 2050 conforme informação disponibilizada no site As Minhas Leituras.

Desflorestação e perda da diversidade em risco devido ao aumento dos gases de efeito de estufa

gases de efeito de estufaOs investigadores do estudo efectuado pelas universidades britânicas de Cambridge e de Aberdeen, publicado na revista Nature Climate Change, recomendam dietas mais saudáveis e equilibradas para que a desflorestação e a perda da biodiversidade não sejam uma realidade em um futuro próximo. Para isso há que moderar o desperdício de alimentos e o consumo de carne.

Os resultados da investigação concluem que os gases de efeito de estufa provenientes da produção de alimentos podem vir a aumentar mais de 80% se o consumo de carne e lacticínios continuar a subir como se tem verificado. Em causa estará igualmente a garantia de alimentos para toda a população mundial em 2050.

Os principais alertas do estudo recaem no risco de alterações climáticas dramáticas e na impossibilidade de alimentar a população mundial devido ao consumo crescente de determinados alimentos. Durante a investigação foram analisados dados sobre o uso do solo, a aptidão agrícola – assim como das terras e de biomassa agrícola para criar um modelo que compara diferentes cenários, inclusive mantendo as actuais práticas agrícolas, para 2050.

O ambiente não pode pagar um preço tão alto pelas disfunções da humanidade

Sublinham os investigadores que há um preço demasiado alto a pagar: “A desflorestação vai aumentar as emissões de carbono, bem como a perda de biodiversidade, e a subida da produção de gado levar a maiores níveis de metano”. Recomendam, por isso, que se adoptem “dietas mais saudáveis e equilibradas” no sentido que se consumam, por exemplo, apenas duas porções de carne vermelha e cinco ovos por semana assim como uma pequena quantidade de lacticínios por dia.

Bajzelj, uma das investigadoras, afirma que “existem leis básicas da biofísica que não podemos evitar”. “A eficiência média de gado para converter ração vegetal em carne é inferior a 3%, e enquanto comemos mais carne, mais área de cultivo é criada para a produção de alimentos para os animais que fornecem carne aos seres humanos”.

O que dizem as conclusões é que com o crescente consumo de carne a “conversão de plantas em alimento torna-se cada vez menos eficiente, conduzindo à expansão agrícola e libertando mais gases de efeito de estufa”. “As práticas agrícolas não estão necessariamente em falha aqui – mas a nossa escolha de alimentos está”.

Dados recolhidos pelo estudo não deixam mentir: dentro de 35 anos a área cultivada terá aumentado em 42% e o uso de fertilizantes crescido 45% em relação aos níveis de 2009. Ademais, mais de um décimo das florestas tropicais do mundo irá desaparecer nas próximas décadas.

Acrescente-se que a desflorestação, o uso de fertilizantes e as emissões de gases metano provenientes das fezes e da libertação de gases intestinais do gado são “susceptíveis de levar ao aumento dos gases de efeito de estufa resultantes da produção de alimentos em quase 80%”.

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